A diretoria do Sindafa-MG divulgou uma nota oficial sobre a reunião da cúpula da entidade e o Governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel, realizada ontem – 8/08. No documento, a entidade apontou para o fato de que reconhece que o déficit das contas do Estado é antigo, mas destaca a falta de propostas concretas de Pimentel para solucionar – em curto prazo – a questão do parcelamento dos salários dos servidores públicos.

Confira abaixo a íntegra da nota:

Hoje estivemos no Palácio da Liberdade para uma reunião entre sindicatos representantes dos servidores e o governo. Com a presença do Governador, Fernando Pimentel, Secretário da Fazenda e o Secretário de Planejamento. Foi apresentado um panorama das contas do governo, receitas e despesas, desde 2003, que é o ano em que os dados foram informatizados até uma parcial dos dados de 2018. Onde ficou evidenciado que o déficit nas contas é antigo. Foi mostrado que as receitas vêm aumentando ano a ano, mas não o suficiente para cobrir as despesas. Um dos maiores problemas é o déficit com a previdência, pois a folha dos inativos custa aproximadamente 22 bilhões/ano e a arrecadação previdenciária gira em torno de 5 bilhões/ano. No entanto o governo não apresentou nenhuma proposta concreta para reversão deste quadro e nem uma resolução a curto prazo para o parcelamento dos salários.  O Governador reconheceu que esta reunião e as discussões deveriam ter sido feitas no início do mandato e propôs a criação de duas comissões com representantes dos servidores e governo: uma para discutir o pagamento dos salários e outra para discutir questões referentes a previdência e informou também que estão em andamento duas consultorias para apresentar propostas para a questão previdenciária sem, no entanto, ter ainda qualquer proposta de lei envolvendo esse assunto.

O SINDADA/MG está acompanhando de perto todas essas discussões e sempre que surgirem novidades traremos para os filiados.

 

* Nota assinada por Priscila Gonçalves Dias Presotti, Vice-Presidente do Sindafa-MG